POESIAS BÍBLICAS DO INÍCIO E TEMPO DO FIM

Aproximadamente 75% da Bíblia hebraica está estruturada gramaticalmente em forma de poesia. Todos Salmos e Provérbios são poesia hebraica e muitos outros livros, como o livro de Gênesis, estão cheios de poesia. A razão pela qual grande parte da Bíblia foi escrita em forma de poesia é que os textos eram originalmente cantados em rimas para facilitar a memorização e a transferência oral de uma geração a outra.
Esse texto foi escrito originalmente como respostas ao email abaixo:
2015-11-10 8:03 GMT-05:00 andre oliveira chagas <-------@hotmail.com>:
Bom dia,
Estou com uma dúvida e gostaria de saber se você pode me ajudar. Recentemente fui indagado sobre o relato de Gênesis cap. 1 e 2 e sua aparente contradição em relação a cronologia da criação, parece que no capitulo 01 Deus cria o homem e a mulher no sexto dia, mas já no cap.02 o homem aparece sozinho e Deus cria o jardim do Éden e o coloca lá, e só depois Ele cria a Eva. A pergunta é existe a possibilidade de ter havido procriação antes de o homem entrar no Jardim? Tem algum material que fala sobre o assunto? Já pesquisei em comentários bíblicos mas nada achei sobre o assunto....
Olá André. Para responder-lhe com a qualidade desejada preciso primeiramente estabelecer o contexto necessário.

QUAL A FUNÇÃO DA LÍNGUAGEM POÉTICA E A TRANSMISSÃO ORAL DAS ESCRITURAS?

Veja bem, aproximadamente 75% da Bíblia hebraica está estruturada gramaticalmente em forma de poesia. Todos Salmos e Provérbios são poesia hebraica e muitos outros livros, como o livro de Gênesis, estão cheios de poesia. A razão pela qual grande parte da Bíblia foi escrita em forma de poesia é que os textos eram originalmente cantados em rimas para facilitar a memorização e a transferência de uma geração a outra. É disso que trata o conselho de Deus aos Israelitas em Deuteronômio 11:18-19.
“Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma ... E ensinai vossos filhos a recita-las assentados em tua casa, e andando pelo caminho, ao deitar ou levantar”
Não havia material que emulasse a escrita moderna, e a produção de papiros e pergaminhos eram tremendamente caros e de difícil preservação especialmente para um povo nômade como os patriarcas e suas doze tribos que deram origem à nação de Israel. Cantar os eventos relatados na Bíblia é um "truque" didático, uma ténica de ensino, histórias que rimavam quando contadas eram fáceis de memorizar e permaneciam retidas por mais tempo na memória, como o estrofe daquela música que você gostava de cantar na sua infância. 

Eu falo algo sobre esse assunto em um artigo que escrevi à um ano atrás, (clique no link) mas que transcrevo abaixo:

“As primeiras Bíblias eram feitas de pergaminhos produzidos do couro de carneiros e ovelhas. E para cada porção de texto era necessário um único pergaminho. Somente para a produção dos 5 primeiros livros da Bíblia eram necessários entre 62 e 84 pergaminhos, correspondendo entre 62 e 84 ovelhas ou carneiros, ou seja, um rebanho inteiro. Ao custo do rebanho, seu abate, e retirada do couro se adiciona o trabalho de preparação do pergaminho, cada couro deveria ser raspado, curtido e tratado de acordo com as especificações exatas. A preparação dos pergaminhos levava muitos meses para ser concluída. A tinta deveria ser também produzida a parte e era obtida através da fervura de óleos, alcatrão ou breu, e cera. Em seguida, essa mistura será combinada com a seiva de árvore e mel que depois eram secas e armazenadas. Antes da sua utilização, a tinta deveria ser misturada com um sumo extraído de um tipo de carvalho nativo da região. Esse processo de produção custava também muito tempo e dinheiro. 

Depois era necessário pagar pelos serviços de um escriba que já possuísse um rolo da Bíblia disponível para a criação da cópia. Os escribas eram os especialistas no assunto, usavam a pena e a tinta com grande arte escrevendo cada letra cuidadosamente, segundo específicas diretrizes. Antes de começar a escrever o escriba deveria marcar as linhas sobre o pergaminho com pequenas ranhuras. O processo de copia da Bíblia pelo escriba durava um ano inteiro. Depois desse tempo as folhas de pergaminho eram então costuradas com tendões para formar um longo tapete que eram enrolados em dois suportes de madeiras preparados e decorados para esse fim. A maioria dos rolos, contendo somente os 5 primeiros livros, a Torá, tinham em torno de dois metros de altura e pesavam entre 9 e 12 kilos, o peso variava conforme a qualidade do couro usado. 

Como vocês podem facilmente perceber o processo de produção de uma única Bíblia custava muito tempo e dinheiro, e mesmo com a tecnologia atual, o mesmo processo de criação da Bíblia não custaria menos que 30.000 dólares. O óbvio é que nos tempos bíblicos somente gente rica poderia pagar pelo luxo de uma possuir uma cópia da Bíblia em sua casa. Exatamente por isso a Lei de Moises ordenava que os Judeus viessem ao Templo, para as festas, pois durante esse período a Bíblia era lida em voz alta pelos escribas ao povo em vários pontos da cidade. Quando não houvesse festas os escribas viajavam com os rolos de pergaminhos da Bíblia e organizavam leituras para o povo nas vilas. Cada vez que o escriba lia um trecho das escrituras o povo que em uma voz dizia amém, repetia o texto para memoriza-lo. 

Como a Bíblia não era ainda dividida em capítulos e versículos, os escribas eram treinados a registrar os relatos e acontecimentos em forma de rima, e até mesmo de poesia, sempre com a intenção de facilitar a memorização dos acontecimentos. O primeiro capítulo de Genesis por exemplo está em forma de uma linda poesia que relata como Deus Criou os Céus e a Terra. Também porque os números eram mais difíceis de serem memorizados que os textos, era comum substituir números que marcavam certo período longo de tempo, mas que não possuíssem significado ou importância contextual, por uma expressão genérica, de fácil memorização. ”

O USO DE RIMAS E VALORES SÍMBOLICOS ERAM TÉCNICAS DE PRESERVAÇÃO E TRANSMISSÃO DA INFORMAÇÃO ENTRE AS GERAÇÕES

Há muito mais poesia na Bíblia do que a maioria percebe em função das muitas traduções que inevitavelmente substituem às palavras que rimam entre si por seus correspondentes na língua alvo. Durante longos períodos de tempo a pronúncia de cada idioma muda. Mesmo sem a interferência das traduções, as palavras que formam pares em rimas no início de um período quando o evento registrado ocorreu já não soam parecidas o suficiente para estabelecer a rima original com o passar de períodos, principalmente quando acompanhados de acontecimentos como migrações, invasões, guerras etc... Assim também diferentes grupos tribais ou outros grupos divididos geograficamente falavam o hebraico, e sem dúvida pronunciavam certas palavras de forma diferente aos dias quando a rima foi estabelecida e registrada no texto. Agora amplifique isso em milênios de eventos históricos e muitas necessárias traduções. As rimas originais se perderam com o tempo embora a veracidade histórica dos relatos permanecem nos escritos.

Quando me refiro ao hebraico arcaico não tenho em mente as grafias do hebraico dos dias de Jesus, ou dos apóstolos que eram escritos como na imagem abaixo em comparação ao hebraico moderno:

Na verdade, me refiro ao hebraico semítico dos dias anteriores à Moisés e que era grafado assim:
Em 1905, Flinders Petrie, um arqueólogo descobriu as inscrições de símbolos anteriormente desconhecidos em Serabit el- Khadim.

Dr. Alan H. Gardiner, renomado egiptólogo estudou estas inscrições em detalhe e descobriu que estas eram inscrições Sinaíticas (do tempo ou relativa aos eventos do monte Sinai) que consistiam de um total de trinta e dois símbolos. Devido ao número limitado de símbolos Dr. Gardiner determinou que este era de fato o alfabeto arcaico. Gardiner foi então capaz de identificar facilmente este alfabeto do Sinai como semita por causa da natureza pictográfica, ou seja, o nome de cada letra hebraica é uma palavra hebraica com significado. A primeira letra do alfabeto hebraico é chamado o aleph, o que significa uma palavra hebraica " boi " e é de fato o desenho de uma cabeça de boi, a décima letra é chamado o yud ou Yad significa " mão " e o desenho de um mão estendida, a letra XVI é o ayin, palavra que significa " olho" e a letra é exatamente o desenho de um olho.

Cada letra representa um som e um conceito. Note que o hebraico é lido da direita para a esquerda. Ao ler o livro de Gêneses duas coisas devem ocupar sua mente. A ordem dos versos e o uso dos números. Textos antigos eram frequentemente numerológicos, em vez de factuais, ou seja, os números foram usados ​​porque eles tinham algum valor simbólico para o autor. O número sete, por exemplo denota uma conclusão divina. Gênesis 1:1 é composto por sete palavras, o verso 1:2 de quatorze, o verso 2:1-3 tem 35 palavras ( 5x7 ) e a palavra Elohim, o Senhor está escrita 35 vezes, "o céu / firmamento " e " terra " 21 vezes cada um, e as frases " e assim foi " e "Deus viu que era bom" ocorre 7 vezes cada uma. Essas teçnicas são avançadíssimas em um contexto onde a linguagem escrita não é possível. O uso de números como simbologia permitia que o texto fosse verificado oralmente com exatidão entre os que o memorizavam é um técnica avançadíssima que preservou o conteúdo oralmente até que o conteúdo se tornasse escritura através da arte dos escribas, que por sua vez mantinham as rimas por que a memorização e a transmissão oral possuia melhor custo-eficiência que a escrita em pergaminhos. Na imagem versos da Bíbilia escrito em um pedra.


A CRONOLOGIA DA CRIAÇÃO E A ORDEM CORRETA DE LEITURA DOS VERSOS SOBRE A CRIAÇÃO

Não é necessário lembrar que as divisões de versos não fazem parte do texto original e, portanto, não fazem justiça à mensagem porque foram adicionados nas traduções não tendo em conta as construções textuais quem mantinham certa ordem de leitura no texto original. Sendo assim, no primeiro capítulo da Bíblia o verso do dia 1 rima com o verso do dia 4; o verso do dia 2, por sua vez, rima com o verso do dia 5; o verso do dia 3 rima com o verso do dia 6. Se você fosse um menino entre as famílias que moravam com Abraão provavelmente recitaria os versos da criação na seguinte ordem:

“E disse Deus: Haja luz; e houve luz. E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas. E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus. E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca; e assim foi. E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi. E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra conforme a sua espécie; e assim foi. E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.”

O prova contextual de que os versos do capítulo 1 eram lidos na ordem da rima e não na ordem escrita é que não há conflitos cronológicos de ordem natural como na sequência da leitura que fazemos na nossa leitura convencional tal como a impressão de que Deus criou as plantas antes do sol, somente para citar um dos muitos exemplos.

J. A. Benner, estudioso do hebraico arcaico explica: 
"Os pensadores ocidentais modernos desejam ler os registros de Gênesis a partir da lógica da gramática moderna. Esta é a idéia greco-ocidental de que cada evento vem após o anterior formando uma série de eventos em uma linha no tempo. Mas, os hebreus não pensavam nessa lógica, mas na lógica de bloco, isto é um agrupamento de idéias semelhantes em conjunto e não em ordem cronológica. A maioria das pessoas leem o primeiro capítulo de Gênesis buscando uma perspectiva lógica ou cronológica ocidental a cada passo, em vez de partir da lógica de bloco tão prevalente no hebraico antigo."
Os antigos hebreus eram prolíficos em um estilo de poesia desconhecido para o contemporânio leitor da Bíblia. Esta poesia em nada é semelhante, em valor ou significado ao que estamos acostumados a ler ou na forma que vemos e entendemos as poesias de nossas linguas ocidentais. Portanto, é invisível e por vezes confusa para o leitor de mentalidade greco-ocidental.

A realidade de que parte dos textos bíblicos foram escritos usando-se estruturas poéticas que facilitavam a memorização não desacredita as escrituras, mas reafirma sua veracidade, revelando o cuidado para que o conteúdo oral não se adulterasse. O famoso apologista William Lane Craig se expressou da seguinte forma:
"A Bíblia não se destina a ser um livro de ciência, a antiga biografia não visa atingir a precisão de um boletim de ocorrência da polícia. Muitos dos autores das Escrituras poderiam até ter acreditado no geocentrismo, por exemplo, mas eles não ensinam o geocentrismo. Os autores dos Evangelhos estariam surpreendidos em saber como algumas pessoas modernas entenderiam sua actividade editorial que relata a vida de Jesus de pontos de vistas diferentes como erros de sua parte. Podemos confiar nos autores das Escrituras no que concerne a entregar-nos a correcta doutrina sobre Deus sem exigir ou esperar deles informações sobre a ciência ou relatos históricos modernos."
RESPONDENDO A PERGUNTA SOBRE AS SUPOSTAS DUAS CRIAÇÕES DO HOMEM

Com o contexto determinado acima quero passar a responder mais diretamente a sua pergunta. O segundo capítulo de gênesis está contido no sexto dia do relato no capítulo primeiro. O primeiro capítulo de Gênesis é uma sinopse da história da humanidade nesse planeta. Portanto, o capítulo 2 de Gênesis está embutido no sexto dia entre os versos 26 e 30, assim como todo restante das escrituras juntamente com a história da humanidade estão também ali. O primeiro capítulo da Bíblia faz uma rápida e curta síntese da criação do homem, desde sua criação no sexto dia até a sua entrada no sétimo dia. Deus, por sua vez, já se encontra no sétimo dia, verso 31, e aqueles que esperam em Cristo também entrarão no sétimo dia que é o "hoje e agora" para Deus, embora seja ainda o nosso futuro e também daqueles que esperam da Sua vinda. O primeiro capítulo da Bíblia contém de forma sintética, sinóptica, simplificada, reducida e condensada não só o princípio, mas também o fim. Tanto o Gênesis quanto o Apocalipse fazem referências de coisas passadas e futuras, dado que a história do homem na terra é cíclica e cada civilização completará seu ciclo, nascimento, ascenção e queda até a consumação dos ciclos (séculos), amém! 

SAECULA SAECULORUM, AMEN

Um saeculum, 'século' na cultura hebraica é um período de tempo cíclico como o tempo de vida potencial de uma pessoa do nascimento até a sua morte, enquanto que saecula saeculorum, séculos do séculos se refere ao final do ciclo de todas as civilizações. Ciclos civilizacionais podem ser curtos ou longos, alguns acabam por si mesmos, outros por desastres naturais e outros são bruscamente terminados pela intervenção do julgamento divino. O dilúvio, a queda de Babel, a queda da Babilônia, a queda de Roma e agora, a decadência moral que aponta para uma iminente queda da civilização ocidental, são exemplos de finais de século ou ciclos. A esquerda mundial que a décadas promove uma guerra cultural contra os valores civilizatórios cristãos está de fato acelerando o processo do fim desse século e não artificialmente iniciando outro ciclo como eles querem acreditar. 

Assim como o ciclo de vida de um homem está determinado no seu DNA, também os ciclos civilizatórios estão embutidos no inconsciente coletivo da humanidade. Cada civilização é uma plantação que obedece o seu próprio ciclo de vida desde o germinar da semente pelo semeador até a seara dos frutos. Deus colhe e seleciona os frutos aprovados de cada 'saeculum' para si, para com Ele entrarem no seu descanso, o restante é lançado fora. Portanto nada podemos fazer, pro ou contra ao que já está determinado, senão pela graça disponível esforçarmo-nos em fazer parte do bom trigo, e então, desde esse "canteiro de mudas", estar entre as que serão definitivamente plantados no Reino do Messias que não está sujeito à ciclos, é contínuo, e não tem fim. Esse é o correto conceito bíblico para eternidade, o Olam haBa, expressão de como os patriarcas da Bíblia se referiam ao mundo vindouro.
"Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e no tempo da ceifa direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar, mas recolhei o trigo no meu celeiro." Mateus 13:24-30 
“Porquanto, somos nós, os que temos crido, que entramos no descanso, conforme Deus declarou: “Assim jurei na minha ira: Jamais entrarão no meu descanso”, muito embora suas obras estivessem concluídas desde a fundação do mundo.” Hebreus 4:3
O final desse último ciclo civilizatório culminará no 'saecula saeculorum', o final de todos os ciclos precedendo o estabelecimento definitivo do Reino do Messias. A história do homem na terra que começou no sexto dia passando pela revelação do homem perfeito, Jesus, gerado na plenitude do sexto dia, terminará no 'O Grande e Terrível Dia do Senhor' de Joel 2 onde os frutos de cada ciclo civilizatório serão julgados e os escolhidos entrarão no sétimo dia.

Quando Deus criou o homem e viu que “tudo era muito bom” era sobre Jesus que Ele se referia, e não a Adão. O Messias é aquele que nos faz entrar no sétimo dia, no descanso do Senhor, juntamente com Ele.
"Portanto dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas" Romanos 11:36
O verso acima se refere a Jesus, no faz entender que temos o privilégio de fazer parte de uma história que já está determinada e cujo principal ator, autor e herdeiro nos permite participar com Ele. Leia o capítulo 8 de Romanos.
"Porque em certo lugar disse assim do dia sétimo: E repousou Deus de todas as suas obras no sétimo dia...Porque, se Josué lhes houvesse dado repouso, não falaria depois disso de outro dia." Hebreus 4:4-8
Como os antigos hebreus entendia os ciclos civilizatórios era importante que a palavra de Deus, contendo os princípios de vida, fosse transmitidas de uma geração à outra através dos muitos ciclos civilizatórios durante a história da humanidade, o sexto dia, até a entrada dos escolhidos no Olam haBa.

Transferir princípios de vida de uma geração a outra é principal responsabilidade dos pais. Disso trata Provérbios 22:6, originalmente escrito em forma de poesia, e os pais hebreus não fugiam dessa responsabilidade.
"Ensina a criança no Caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele!" 
Pais cristãos devem deixar de apenas criar seus filhos e passar a doutrina-los na fé. Nunca, de forma alguma, terceirize essa função a um pastor ou líder da igreja. No período entre os 4 e 7 anos é vital ensinar os princípios cristãos no lar, quanto mais cedo os pais expuserem seu filhos à doutrina menor a possibilidade de que filhos se tornem rebeldes e resistentes. A esquerda sabe disso, e por isso trabalha para, através do estado, roubar o coração dos filhos aos pais através do ensino público pre-escolar.

SUGESTÃO FINAL

Evite debates infrutíferos. Os críticos da Bíblia geralmente não têm o mínimo conhecimento ou domínio do assunto ao qual pretendem criticar e a maioria deles tem orgulho inconsciente de sua ignorância. Os debates entre os ateuzinhos de facebook e certos crentes superficiais na palavra é um show de ignorância onde cada um está lutando contra o espantalho que projetou a partir do estereótipo que criou à respeito do outro, me explico, os ateus de facebook criticam às estorinhas de Escolas Dominicais e os crentes lhes respondem com chavões religiosos e lançamentos de pragas apocalípticas. Prepare-se para os bons debates, tenha seu foco em propor ideias, não ataque o seu debatedor e fuja dos debates de tolos. Todo debate em que o foco é desviado das ideias para a tentativa de desqualificação pessoal de alguma das partes é um debate de tolos.

A verdade é que Bíblia em uma base sólida, histórica, cultural, antropológica e arqueológica que nenhum outro livro na história possui, o que nos falta é popularizar esse conhecimento através de uma linguagem mais simples e de fácil reprodução.

Wesley Moreira
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2015-11-12 6:24 GMT-05:00 andre oliveira chagas <-------@hotmail.com>:

Muito obrigado pela atenção, achei muito elucidativo a sua resposta, e vc tem toda permissão de postar a minha pergunta aonde achar melhor.
Enviado pelo meu Windows Phone