MALÉVOLA: UM CONTO DE FADAS FEMINISTA

Acabei de assistir o filme "Malévola" (Maleficent), uma autêntica obra em prol do pior que há no feminismo, o que provocou uma conversa de 20 minutos com meus filhos logo após o término do filme, tempo que usei para expor a subliminar maldade inserida no roteiro.


Como é muito difícil proteger os filhos de toda a influência descontrustivista que bombardeia a sociedade e alveja a familia cristã, o ensino da apologia no lar é o que podemos fazer de melhor para preparar nossos filhos para lidar com essas tentativas de doutrinações no presente e no futuro. 

Malévola reconta o desenho animado produzido pela Disney em 1959, mas não apenas a partir de uma perspectiva diferente, mas a partir de um ponto de vista feminista agressivo e um toque homosexual.

O filme que é contado a partir do ponto de vista da bruxa já de início abre o caminho para o desconstrucionismo. Saliento abaixo alguns pontos do roteiro do filme, os quais mais me chamaram a atenção na estória:

No filme o mau acontece todas as vezes que o sexo masculino está em posição de autoridade ou força, representado sempre pelos homens, reis e soldados, os grandes vilões da estória.

Os homens somente são bons e úteis quando submissos às mulheres, como o corvo e o anônimo príncipe.

O amor verdadeiro não acontece entre homem e uma mulher, mas entre duas mulheres, quando o beijo do príncipe não pode acordar a bela adormecida, mas o beijo de outra mulher sim. O beijo entre pessoas do mesmo sexo é poderoso o suficiente para vencer o mau, quando o beijo hetero é ineficaz.

No filme não há vilãs, somente heroinas, Aurora, Maleficente, as fadas, e as freiras.  No caso de Malévola ela é uma vítima dos homens, que é resgatada  por outra mulher Aurora para ser a grande heorina do final. Os homens por sua vez são os maus. 

O filme começa com o reinado masculino e termina em um reinado feminino, alusão ao sistema matriarcal pois o príncipe, juntamente com as criaturas da floresta, por sinal todas masculinas, se submetem as mulheres em autoridade, princesa Aurora e a Malévola, para serem felizes para sempre. 

Vitimismo, vitimismo e mais vitimismo, o conto foi resconstruido para reforçar a ideia de que as mulheres são sempre vítimas do homens. Malévola não é uma vilã, ela é acima de tudo uma vítima da maldade masculina. 

Maleficente se arrepende, mas o rei, que também é pai, é incapaz de arrependimento. Mesmo sem ver a filha por 16 anos o rei é frio e incapaz de amar.

Mulheres precisam mais uma das outras do que precisam de seu pais, companheiros, príncipes. No filme mulheres sempre protegem umas as outras, não há necessidade de homens.

A única familia representada no filme, o rei e a rainha e a pequena Aurora, aparecem brevemente na apresentação do bebê, ocasião da maldição, onde a familia tradicional não pode proteger a criança. A familia que vem a criar e proteger Aurora é formada somente por mulheres, as fadas, o pai está sempre ausente e a rainha mãe não volta mais a aparecer no filme. Esse é o modelo alternativo de familia proposto pelo feminismo é o gayzismo.

Em suma, as mulheres podem ter seu final feliz sem que haja um príncipe encantado no conto.

O filme segue a nova direção da Disney de reconstruir a face de seus vilões através do vitimismo e em favor de uma interpretação relativista que substitua o conceito judaico-cristão de certo e errado, considerado ultrapassado pelos engenheiros sociais.

Não há dúvidas que nossa sociedade pos-cristã tem tomado um caminho possivelmente sem volta para sua autodestruição, e essa quando vier, será justamente merecida. Minha grande preocupação é preparar meus filhos para o que lhes espera, e a isso me dedico.

Com muito pesar no coração, 

Wesley Moreira